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Qual a definição de Incontinência Urinária e os fatores de risco?
“Ah, foram só umas gotinhas”
Começa assim, algumas gotinhas de vez em quando, até que com o passar do tempo, e sem o tratamento adequado, a perda de urina passa a fazer parte da rotina.
A Incontinência Urinária, de acordo com a Sociedade Internacional de Continência, se dá por toda perda involuntária de urina, ou seja, a incapacidade de chegar a tempo ao vaso sanitário para fazer xixi e/ou ter escape ao realizar algum esforço.
Pode ser comum, mas não é normal acontecer escape de xixi em mulheres idosas, durante a gestação e no pós parto, ao tossir, carregar peso, dar uma gargalhada, ao espirrar, ao forte desejo ou próximo ao banheiro.
E sobre os FATORES DE RISCO? Quais são?
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Idade: Conforme envelhecemos, ocorre uma diminuição de fibras colágenas- importantes para elasticidade e resistência da pele/ tecido muscular, há maior quantidade de tecido adiposo- reserva de gordura e energia, e ocorre uma diminuição nos níveis de estrógeno, responsável pela coaptação da uretra. A menopausa é um fator de risco importante, pois é nessa fase que ocorre a diminuição dos níveis de estrógeno, responsável por essa coaptação ou seja, fechamento, uretral.
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Números de gestações e partos: A gravidez promove um aumento da pressão mecânica no assoalho pélvico e um estiramento muscular, além de gerar uma mudança na posição do útero associada às alterações hormonais. Além disso, partos vaginais complicados e com intervenções desnecessárias, fazem com que ocorra uma pressão, estiramento, e até lesões das delicadas estruturas pélvicas na tentativa de passagem do feto pelo canal vaginal e tudo isso pode causar danos no assoalho pélvico e, consequentemente, nos mecanismos de continência.
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O índice de massa corpora: o chamado IMC, quando elevado a ponto de indicar grau de sobrepeso ou obesidade, se torna um fator de risco à incontinência urinária. A quantidade de gordura no interior do abdômen influencia nos movimentos musculares para muitas atividades do dia a dia, como caminhar, respirar, agachar ou levantar. E especificamente, resulta em um aumento da pressão dentro do abdômen, o que sobrecarrega e enfraquece a musculatura do assoalho pélvico, facilitando episódios de perda urinária.
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A prática de exercício físico de alto impacto: quando a pessoa não fortalece o assoalho pélvico e não têm consciência de como associar a contração e respiração ao exercício, o mesmo não estará preparado para receber impacto gerado por atividade física repetitiva, por exemplo pular corda, ou esforço intenso, como pegar peso na musculação e fazer crossfit, dessa forma, esses exercícios poderão comprometer a musculatura ou os ligamentos da região pélvica por estiramento ou pressão.


