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COMO A FISIOTERAPIA PODE AJUDAR?
A fisioterapia atua como linha de frente no tratamento da IU e se faz extremamente necessária a avaliação fisioterapêutica para então entrar com as melhores condutas para cada caso. Na avaliação é feita o exame das funções sensoriais e musculares do assoalho pélvico, incluindo a capacidade de contração, a função proprioceptiva, se há dor localizada, reflexo de movimento involuntário, tônus, capacidade de contração e relaxamento, força, coordenação dos movimentos voluntários, e resistência muscular.
Assim sendo, há as seguintes terapêuticas de tratamento:
Cinesioterapia, que é um treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) e dos grupos musculares acessórios da pelve como abdominais, diafragma respiratório, glúteos, eretores da coluna, multífidos e abdutores/adutores de quadril. Basicamente são exercícios de contrair, manter e relaxar a musculatura íntima.

- abdutores: com bola ou almofada entre os joelhos e contrai abdutores e MAP

- glúteos: rotação externa de quadril com flexão de joelhos ou realizar elevação pélvica em decúbito dorsal, contraindo MAP.

- reto do abdome: expiração seguida de contração do MAP
Ensinamento sobre a anatomia e fisiologia do sistema urinário e dos MAP somado ao ensinamento de consciência muscular corporal.
Consciência muscular e reequilíbrio postural em diversas posições associado a respiração


Terapia comportamental: técnicas com o objetivo de promover mudanças nos hábitos que influenciam os sintomas urinários, é realizado um treinamento vesical, como tentar adiar a micção e urinar a cada 3 ou 4 horas. Realizar o esvaziamento programado da bexiga, fazer anotações dos horários que vai ao banheiro criando o chamado diário miccional. Orientações alimentares e acerca a ingestão de líquidos visando o bom funcionamento intestinal e redução dos sintomas.

- Cones vaginais: são usados para fortalecimento em alguns casos, possuem numeração de 1 a 5 e peso variado de acordo com a fase do tratamento.

- Biofeedback: aparelhos com medições de pressão e eletromiográfico, com sensores intravaginal ou perianal que conseguem captar a contração do músculo e transformar em estimulo visual e auditivo

